“Terra Devastada: Edição Apocalipse” Está Chegando.

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A capa do livro.

Cinco anos após a primeira edição de Terra Devastada, RPG pioneiro no gênero apocalipse zumbi em jogos desenvolvidos no Brasil, seu criador, John Bogéa, ao lado de Fabrício Caxias, decidiu lançar agora a segunda edição deste RPG de sobrevivência em um mundo dominado por zumbis, chamado agora de Terra Devastada: Edição Apocalipse.  A nova versão promete ser mais robusta e canônica, trazendo várias novas ideias de trama, conspiração e sobrevivência. O jogo vai entrar em campanha de pré-venda no Catarse a partir de 20/06, e será publicado pela Retropunk Publicações com entrega estimada a partir de setembro deste ano. Vejam como o novo cenário do jogo é descrito:

O mundo sucumbiu a uma pandemia apocalíptica que converteu massivamente os seres vivos em monstros antropofágicos, débeis e violentos. Um vírus criado em laboratório – um tipo de arma biológica sem fins esclarecidos – que se espalhou de forma desastrosa, dando início a um processo de contágio vertiginoso, colocando a raça humana em extinção. Os poucos sobreviventes se arriscam cruzando cidades infectadas e terrenos desolados em busca de um lugar seguro para viver. Uma jornada perigosa que desafia os conceitos de esperança, convicção e humanidade”.

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A nova ficha de personagem de Terra Devastada.

O novo sistema de regras promete ser simples e arquitetado para tornar a narrativa fluída, livre e imaginativa. Sem obstáculos criativos, burocracias, estereótipos ou metodismos desnecessários. As decisões dentro do jogo são tensas, arriscadas e podem transformar completamente a vida de um personagem de uma cena para outra. Vendo a ficha de personagem acredito que irá se parecer bastante com o sistema de Abismo Infinito, RPG também desenvolvido por John Bogéa, e que é um dos meus preferidos, justamente pela simplicidade nas regras que evitam engessar a narrativa.

A campanha, que vai estar no ar a partir do dia 20/06, terá várias opções de contribuição, com várias recompensas para serem liberadas bem legais, entre elas dados personalizados, livro impresso com uma aventura pronta chamada “Obituário”, escrita por Diego Muniz, Gabriel Vieira e Raphael Guimarães, e um livro impresso em preto e branco com a conversão do cenário para o sistema de regras de Savage World.

Conversamos com John Bogéa, através da internet, sobre seu novo trabalho e um pouco sobre o mercado de jogos no Brasil. Vejamos o que ele disse pra gente:

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John Bogéa, o autor.

Velhinho – Terra Devastada foi lançado em 2010. Porque revisar o conteúdo e promover um novo lançamento? O que teremos de novo?

John Bogéa – Na verdade não imaginei que fosse revisitar o Terra Devastada. O que acontecia é que, de vez em quando, em conversas informais, brincava com a ideia de fazer uma segunda edição, mas nunca foi algo realmente concreto. Com o passar do tempo – 5 anos – acumulei uma quantidade de feedbacks interessantes para justificar a criação de um novo TD. Comentários, sugestões e críticas de jogadores que adoravam o jogo e que queriam vê-lo em uma edição mais robusta, mais canônica e mais bonita (Acabei percebendo que eu também queria isso). Comecei a rascunhar o projeto, mexer no cenário e no sistema, alterando e/ou retirando coisas que me incomodavam (ou que passaram a me incomodar com o tempo), fazendo da segunda edição, um jogo ainda mais fácil e intuitivo.

V – A temática zumbi continua atrativa? Ou você pretende ampliar Terra Devastada para outros tipos de ameaças sobrenaturais?

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Obituário, aventura que será uma das recompensas da campanha.

JB – Por enquanto o TD continua seguindo apenas a temática “Apocalipse Zumbi“, mas, dessa vez, com uma pegada maior de “Sci-Fi” e “Survivor Game“. No livro descrevo bastante sobre como as pessoas lidaram com o apocalipse biológico, deixando inúmeras teorias e especulações sobre a origem da doença, desde conspirações governamentais/farmacêuticas até casos de insurreição sobrenatural. Pontas soltas o suficientes pra motivar centenas de possíveis tramas de jogo.

Além disso, o sistema está propositalmente mais genérico, permitindo que as adaptações para outros cenários sejam ainda mais fáceis de fazer. Aliás, a primeira edição do TD é marcada com inúmeras adaptações independentes interessantes que pipocaram na internet, de super-heróis e fantasia medieval, o que me deixou bastante orgulhoso e empolgado para tornar o sistema mais dinâmico, flexível e, dessa vez, com a licença aberta.

V – Você também é o autor de Abismo Infinito e da arte de A Fita. Qual a avaliação que você faz destes jogos e como tem visto o mercado nacional de jogos de RPG?

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Uma das fichas de personagens prontos.

JB – Abismo Infinito e um jogo pelo qual tenho imenso carinho, escrevê-lo foi divertido e terapêutico. Teve uma ótima recepção pelo público e até hoje é citado como referencia do tema no Brasil. As vezes dá vontade de retomar o AI e adicionar muito mais informações a respeito do cenário, coisas legais que acabei deixando de fora da versão final. Quem sabe um dia escrevo uma segunda edição.

A Fita é um jogo genial do Diego Astaurete, desde de que ele me mostrou pela primeira vez me apaixonei pelo projeto e me coloquei a disposição para editá-lo. É um jogo genial, primeiro do gênero no Brasil, que precisava ser publicado. Aliás, todo jogador de RPG, pelo menos os que curtem disruptura de padrões, deveria conhecer.

Geralmente quando tô enfiado em algum projeto me desligo um pouco do mundo. Por isso minha percepção mercadológica é deficiente, sou muito relapso em relação a isso e não consigo fazer uma avaliação que não seja puramente superficial e otimista. Além disso andei meio afastado da cena, me dedicando a produção literária – estou pra publicar um romance de ficção científica que tem tomado bastante do meu tempo. No entanto, sempre me preocupei em me cercar de gente antenada, das quais prez muito as opiniões.

V – Você tem se tornado referência em criação de jogos de terror. Qual a sugestão para quem quer criar seu próprio RPG?

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Como serão os dados personalizados.

JB – Quem quiser se meter nesse universo precisa realmente gostar de terror, consumir filmes, livros, games etc. Tentar compreender a estética de cada obra e como ela tenta alcançar seus objetivos. Na verdade é uma dica que serve pra tudo, RPG, literatura, cinema etc. Além disso, mais importante, é mostrar para as pessoas sobre o que se está escrevendo, filtrar opiniões e sugestões, mais ouvir do que falar, saber avaliar e usar tudo a favor do projeto.

V – Tirando seus RPGs, quais os cenários e sistemas de sua preferência?

JB – Gosto bastante de Unknown Armies, The Laundry, Rastro de Cthulhu e Don’t Lose Your Mind, apesar de fazer um bom tempo que não jogo nada nem parecido com isso. Adoro o cenário de Warhammer 40k, Eclipse Phase e o conceito de Delta Green, mas tenho um pouco de receio dos sistemas desses (jogos bons, mas pesados demais pro meu estado de espírito atual). Ultimamente tô optando por jogos simples e com boas sacadas, como o The Dogs in The Vineyard, Poison’d e Shotgun Diaries, me sinto mais confortável em não precisar me dedicar demais pra jogar com os amigos em um fim de semana.

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Mais ficha de personagem pronto.

Sou grande fã do trabalho de John Bogéa e com certeza irei fazer parte da campanha de pré-venda do jogo. Pra você que tá em dúvida e quer saber melhor sobre a campanha e as recompensas por metas atingidas aconselho a clicar AQUI e dar uma olhada no projeto e ver o que você vai perder se não participar. Terra Devastada: Edição Apocalipse promete ser o grande lançamento do ano no Brasil. Imperdível.

Visite também, e curta, a página do jogo no facebook clicando AQUI.

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