Brasília: Cidade Corrompida (Mago: O Despertar 1ª ed.)

A Cidade

Brasília é a capital federal do Brasil e a sede do governo. A capital está localizada na região Centro-Oeste do país, ao longo da região geográfica conhecida como Planalto Central. Segundo estimativa do IBGE para 2016, sua população era de 2 977 216 habitantes (4 284 676 em sua área metropolitana), sendo a terceira cidade mais populosa do país e a quinta concentração urbana mais populosa do Brasil. A capital brasileira é a maior cidade do mundo construída no século XX.

A Construção

A construção de Brasília é cercada de muito misticismo. Apesar de fundada pelo Presidente Juscelino Kubistchek em 1960 a sua idealização vem desde o século XVIII. A cidade é a materialização de um projeto cuja ideia foi inicialmente defendida por José Bonifácio de Andrada e Silva, o Patriarca da Independência, um Obrimos da Escada de Prata, que desejava a transferência da capital do país para o centro geográfico do imenso território brasileiro. Ele publicou um artigo chamado “Aditamento ao projeto de Constituição para fazê-lo aplicável ao Reino do Brasil”, onde propôs a construção de uma nova capital: “No centro do Brasil, entre as nascentes dos confluentes do Paraguai e Amazonas, fundar-se-á a capital desse Reino, com a denominação de Brasília”.

José Bonifácio acreditava que a abolição do tráfico negreiro, a instrução pública, a fundação de uma universidade, uma reforma agrária, e a localização de uma nova capital do Império no interior do Brasil iria aumentar as energias místicas da região, tudo com objetivo de ampliar o despertar de mais adormecidos pelo país, amplificando as idéias vindas do novo governo que se estabeleceria, sendo elas responsáveis pelas mudanças sociais que o país precisava principalmente depois que conseguiram se livrar da influência do Ministério Realista dos Profetas do Trono que comandava Portugal e, por conseguinte, também o Brasil. Mas não foi tão fácil assim, e o projeto foi abandonado devido a disputas internas dos próprios magos atlantes.

O Mistério

No século XIX, Luis Cruls, um Thyrsus dos Mysterium, interessado nas forças místicas da região do planalto central, decidiu fazer um estudo do local. Ele era astrônomo e acreditava que o alinhamento do planeta Marte com a Terra poderia gerar um campo de força místico capaz de criar um caminho para os Reinos Supernos mais uma vez. Ele estudou a orologia, condições climáticas e higiênicas, natureza do terreno, qualidade e quantidade de água etc. da área do Planalto Central.

A famosa “Marcha para o Oeste” foi uma iniciativa dos artífices do Mysterium interessados nos estudos de Cruls e nas lendas que falavam sobre cidades místicas perdidas na região, iniciada primeiro com Cândido Rondon e depois com os Irmãos Villas-Boas. A Marcha serviu para melhor conhecimento da região e comprovação que ela era um centro místico poderoso.

JK não era mago, apenas um visionário. Ele decidiu construir Brasília na esperança de interiorizar o país, mas sem saber das disputas que estavam em jogo acabou se cercando de pessoas que tinhas interesses diversos, como Lucio Costa e Oscar Niemeyer, dois arquitetos que conheciam sobre geomancia, uma arte divinatória que usa o espaço e as construções para prever o futuro, e haviam estudado sobre as construções no Egito antigo, fazendo eles mesmo parte de um culto que adoravam deuses antigos. Niemeyer uniu Brasília com linhas e pontos, prédios de traços alongados e curvos cheios de imperfeições, mas que tentam explorar toda a energia local.

Palácio do Planalto: local de muito poder místico.

Lúcio Costa e Oscar Niemayer fizeram uma arquitetura para captar a maior quantidade possível de poder sobrenatural, porém não conseguiram alinhar a cidade de acordo com a geomancia e as forças da região entraram em conflito, criando vários campos de energia crua, além de enfraquecer o Dromo na região fazendo surgir várias orlas que abriram caminho para o Reino das Sombras e as criaturas que vivem lá. Isso mexeu com a ressonância do Genius Territorialis local, que somado as forças políticas que passaram a agir na cidade acabou trazendo corrupção e ganância para a região.

Ao contrário do que muitos pensam o plano piloto de Brasília não tem seu desenho baseado em um avião, mas no pássaro Íbis, que no Brasil recebe nomes diferentes dependendo da região de onde se encontra. No Egito Antigo o íbis era objeto de veneração religiosa e associado ao deus Thoth que era representado como um homem com cabeça do pássaro, segurando uma pena de escrever e uma paleta de escriba. Ele registrava cada um dos movimentos da balança que pesava o coração dos mortos, à medida que este recitava 42 frases negando ter cometido uma série de pecados, para saber se seria enviado para a Terra dos Mortos ou não.

Os Profetas do Trono

Torre de Brasília: Sacrário sempre em disputa.

Dois ministérios dos Profetas do Trono Superno ficaram muito interessados na cidade após sua construção: o Ministério Pretoriano e o Ministério Hegemônico. A escolha de Brasília como sede do governo brasileiro, justamente em um planalto a 1.200 metros acima do nível do mar, indicava para os Profetas a procura pelos Magos Atlantes por Sacrários ou Linhas Ley. Em 62 o mandato do então presidente Jânio Quadros foi abreviado porque segundo ele: “Forças ocultas me impedem de governar“, em uma clara citação sobre a influência que os Profetas do Trono já exerciam na cidade.

Uma disputa contra os Artífices pelos locais de poder na região pode ter levado ao Golpe de 64, com o Ministério dos Pretorianos responsável pelo uso do exército para atacar os magos atlantes e diminuir suas fileiras no Brasil. Usaram a desculpa na época de combate ao comunismo para perseguir, torturar e matar não somente magos, mas também adormecidos com potencial ao despertar.

Os hegemônicos preferem o não uso da violência, e de dentro do próprio movimento começaram a enfraquecer o poder dos militares, para que pudessem assumir o controle da região. Os movimentos populares das Diretas Já foram usados pelos magos do Concílio Livre para tentar criar uma utopia nos adormecidos na qual eles seriam capazes de transformar o mundo, e com isso fazer surgir mais despertos. E por um breve momento Hegemônicos e Pentáculo trabalharam juntos para diminuir o poder dos Pretorianos e transformar o Brasil novamente em uma democracia.

Nos Dias de Hoje

Congresso Nacional: várias de suas salas permitem abrir portais para outros mundos.

Hoje Brasília é palco de disputa entre os Magos Atlantes e os Profetas do Trono, que manipulam as cordas do jogo político por trás das sombras. Os magos atlantes estão mais preocupados com as forças místicas da região, e se realmente é possível criar a partir do centro do país um novo caminho para os reinos supernos, enquanto os profetas querem assegurar que isso não será possível.

Enquanto isso várias ameaças místicas e mistérios envolvendo a geomancia, a arquitetura e as forças da região intrigam os magos que tentam resolver seus enigmas. Vários prédios, salas e construções paisagísticas foram erguidas em locais onde o poder místico pode ser ampliado ou as passagens para outros mundos podem ser abertas, e por isso a disputa pelo controle desses locais são tão intensas, como disputas por cargos políticos que darão acesso a esses locais. Saber o que acontece e como usar o poder desses locais passou a ser uma “guerra” pelo Despertar e quem sabe, talvez, Ascensão.

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