5 HQs Que Você Precisa Ler Em 2017.

O ano de 2017 promete ser um bom ano para os amantes das histórias em quadrinhos. Além de alguns títulos interessantes lançados no final de 2016, que serão finalizados este ano, outras novas HQs estão chegando ao mercado nacional que merecem uma atenção, com destaque para uma nova editora que fará sua estreia no mercado brasileiro com um título que vem chamando a atenção do público e da crítica no exterior. Vamos então conhecer os quadrinhos que você não pode deixar de ler em 2017.

Punho de Ferro

O herói que terá uma série Living Action no canal de streaming Netflix, programada para estrear este ano, está com vários encadernados sendo publicados atualmente no Brasil. A Edtora Panini vem lançado séries que cobrem as fases de Ed Brubaker e Matt Fraction, “O Imortal Punho de Ferro“, e Kaare Andrews, “Punho de Ferro: A Arma Viva“. Infelizmente a editora fez uma pequena confusão e publicou a fase de Kaare Andrews primeiro, quando na verdade deveria esperar a série “O Imortal Punho de Ferro”, que foi lançada nos EUA em 2009, ser publicada na íntegra (serão 27 edições), para depois publicar a história de “A Arma Viva”, que foi lançada entre os anos de 2014/15. De qualquer forma ambas merecem atenção.

“O Imortal Punho de Ferro”, que está sendo atualmente publicada em dois encadernados, cobre os dois primeiros arcos de histórias desta série. Primeiro veio A Última História do Punho de Ferro (longe disso), que vai das edições #1 –  #6, que curiosamente foi publicada em capa dura também pela Editora Salvat, onde ficamos sabendo um pouco mais sobre a mitologia do Punho de Ferro, principalmente daqueles que ocuparam o título antes de Daniel Rand. Nesse arco conhecemos Orson Randall, o Punho de Ferro da época da Primeira Guerra Mundial, e que entrega a Daniel um diário contando a historia de todos os Punhos de Ferro para que ele aprenda um pouco mais sobre seus antecessores.

No segundo arco As Sete Cidades Celestiais, que cobre as edições #7 — #12, vemos como Daniel entrou em um antigo e tradicional torneio entre as Armas Imortais das Sete Cidades Celestiais e teve de lutar para defender a honra e futuro de sua cidade, ao mesmo tempo em que, longe do torneio, tem de lidar com a Hidra e o rapto de seu amigo Jeryn Hogarth.

A maneira como é contada a mitologia do Punho de Ferro nessa série, com eleitos ocupando o papel de campeão de Kun-Lun através do tempo, e um diário que conta suas histórias, me lembrou um pouco outro personagem clássico dos quadrinhos: O Fantasma, de Lee Falk. Talvez por isso tenha gostado tanto da maneira como Brubaker contou essa série, já que curto muito O Fantasma. Vamos esperar pelos próximos arcos para descobrir mais curiosidades sobre o personagem.

Já na série mais recente publicada pela Marvel entre 2014/15, Punho de Ferro: A Arma Viva vemos o personagem perder tudo e ser reconstruído, com importantes elementos do seu passado sendo revelados, principalmente sua infância em Kun-Lun. Dividida em duas partes, cada uma com seis números, com a primeira intitulada Fúria e a segunda Redenção, a história procura enfatizar a origem do personagem e o lado fortemente místico da cidade de Kun Lun, usando de flashbacks para contar a história de Daniel e seu pai, que queria de todas as maneiras achar a cidade mística que só aparece na Terra a cada 10 anos. A série também explora a capacidade de canalização do chi do Punho de Ferro e como ele pode usar armas além de seus punhos para combater seus inimigos.

Doutor Estranho

Depois de uma longa e tenebrosa ausência de um título mensal próprio, eis que o Mago Supremo da Terra ganha novamente uma publicação que chega ao Brasil pela Panini aproveitando o embalo do lançamento do filme no final do ano passado. Com roteiro de Jason Aaron, responsável pela revista do Thor, e desenhos de Chris Bachalo, que ilustrou a minissérie da Morte, do selo Vertigo na DC Comics e Novos X-Men, Dr. Estranho #1 nos trás uma história onde os Magos Supremos de todas as dimensões estão sendo assassinados por um exército de inquisidores conhecido como Empirikul. Eles viajam entre as dimensões procurando exterminar com a magia e seus praticantes. Logicamente eles irão perseguir nosso mago também.

A nova revista mensal de Dr. Estranho faz parte da Nova Marvel, que surge após a sequência das Guerras Secretas, que entre vários novos títulos traz também a nova revista mensal do Homem de Ferro, assim como uma nova revista do Homem Aranha, agora com Miles Morales no papel do cabeça de teia. Segundo Aaron a ideia da revista é mostrar mais do homem por trás do manto de maior mago do planeta, tentando humanizá-lo. Logo nesse primeiro número ficamos sabendo um pouco mais sobre os gostos, amores e amigos de Stephen Strange e o que ele faz quando não está tentando evitar uma invasão de criaturas demoníacas em nosso plano de existência. Os desenhos estão perfeitos e os diálogos muito bem feitos. A leitura é extremamente agradável e deixa no leitor a curiosidade de ler mais. Quem quiser saber mais sobre o Dr. Estranho e como entender a sequência de suas histórias já publicadas no Brasil, leia um artigo no blog O Vício clicando AQUI.

The Wicked + Divine

A cada 90 anos, aproximadamente, doze deuses reencarnam no corpo de jovens adultos. Eles são carismáticos, perspicazes e atraem grandes multidões. São capazes de levar qualquer um ao êxtase. Há rumores de que podem realizar milagres. Eles salvam vidas, seja metafórica ou concretamente. Eles são amados. Eles são odiados. Eles são incríveis. E em menos de dois anos estarão todos mortos. Isso já aconteceu uma vez. E vai acontecer de novo…

Essa é a premissa básica de The Wicked + Divine, uma HQ de Kieron Gillen e Jamie McKelvie, que foi lançada em junho de 2014 pela Image Comics, que está se tornando o que um dia a Vertigo foi para os fãs de quadrinhos alternativos, e já recebeu vários elogios de público e de crítica, ficando também com o prêmio de melhor quadrinho pela British Comic Awards de 2014, e que agora chega ao Brasil pela Geektopia, selo de quadrinhos da editora Novo Século.

O titulo explora a ideia de deuses vivendo no meio dos mortais que são astros da cultura pop mundial. Eles se autodenominam O Panteão, estando entre eles deuses de várias culturas diferentes, como Amaterasu, Inanna, Perséfone, Bafomé, Morrigan, Dionísio, e até Lúcifer. Todos tem suas aparências remetendo a algum astro da música pop, como Madonna, David Bowie, Rihanna, Drake, Nick Cave, entre outros. Aliás a música está tão presente em toda a série, além de coisas tipicamente da sociedade atual, como o uso das redes sociais que mostram o que o público acha do Panteão, que o autor até criou uma lista de músicas no Spotify que devem ser ouvidas enquanto se lê a obra. Essa lista você pode acessar clicando AQUI. Na lista tem Rolling Stones, Pixies, Jay Z, Nick Cave, Ramones, Elvis Presley, Ottis Redding, Iggy Pop, Aretha Franklin e muuuuito David Bowie, além de vários outros artistas.

Na série uma garota, de nome Laura, de 17 anos, que ao ir no show da deusa Amaterasu e lá fica conhecendo ninguém menos que Lúcifer, que a leva para os bastidores do show. De início parece ser a história de uma tiete com seus ídolos, mas um ataque aos deuses feito por homens armados faz com que Lúcifer revide matando os agressores e sendo preso por isso. Daí em diante a história se concentra na tentativa de Laura de libertar Lúcifer e conhecer os outros membros do Panteão, entre eles Ananke, uma entidade que é a responsável por despertar e treinar a cada 90 anos os deuses em nosso mundo.

WickDiv, como é chamada lá fora, é diferente de tudo o que você já viu. Com um traço impecável de McKelvie, com capas muito bonitas e chamativas, a revista conquista o leitor desde a primeira vista. Rola boatos de que a Universal Channel teria comprado os direitos de adaptar a história para a TV, além de vários outros burburinhos sobre a obra. A série não deve ir para as bancas sendo vendida em livrarias online, por isso é melhor checar seu site favorito de compras e pegar logo essa série.

Sandman: Prelúdio

Há algo errado no reino do Sonhar. Alguma coisa está sofrendo, está despertando e está danificada. Em algum lugar do universo, Sonho morre. Quando um dos Perpétuos chega ao fim, isso nunca acaba bem. Morfeu recebe um repentino, misterioso e incomum chamado. Ele deve abandonar seu trono e seus súditos, trajar-se de acordo com a situação e iniciar sua desconhecida jornada, na qual será decidido o seu destino. Essa é a sinopse de Sandman: Prelúdio, de Neil Gaiman e J. H. Williams III, que finalmente terminou de ser publicada pela Panini no final do ano passado. Digo finalmente porque a série começou a sair nas bancas em 2015, teve um longo hiato entre a segunda e terceira edição e agora foi concluída.

Sandman é de longe meu título de quadrinhos favorito por vários motivos. Desde o roteiro inteligente e fantástico de Neil Gaiman, passando pelo traço de Sam Kieth e as capas de Dave McKean, chegando ao fato de ter apenas 75 edições. Digo apenas porque gosto de histórias que tenham início, meio e fim, e por isso que cada vez mais me afasto dos super-heróis dos quadrinhos tradicionais que morrem, revivem, renascem, são transformados, etc. Sandman: Prelúdio foi lançada nos EUA entre os anos de 2013 e 2014, para comemorar os 25 anos da criação (ou recriação) do personagem pelas mão de Gaiman. Cada volume da Panini equivale a duas partes do original.

A ideia da série e contar os acontecimentos antes do Senhor do Sonhar ter sido aprisionado pelos magos da Ordem dos Mistérios Antigos, e explicar entre outras coisas porque ele aparece vestido para “guerra” com seu elmo, algibeira e rubi, que foram tomados pelos magos da ordem depois de aprisioná-lo. A série também procura explicar porque Sonho tem ressentimento com sua irmã Desejo e nos ajuda a compreender a natureza do Coríntio e porque ele foge pra Terra depois que Sonho fica aprisionado.

Vários personagens da série regular são vistas neste especial, além de conter vários easter eggs bem legais que farão os fãs do personagem pirarem. Mesmo pra quem nunca leu Sandman é uma leitura imperdível e ajuda a motivar o leitor a querer conhecer mais sobre o personagem e quem sabe comprar toda a sua série. A arte está impecável, e a história muito bem contada como sempre pelo mestre Gaiman. Vale cada centavo investido.

MONSTRO DO PÂNTANO – RAÍZES

A editora Panini está trazendo para o Brasil toda a obra relacionada a um dos personagens mais icônicos dos quadrinhos: O Monstro do Pântano. Responsável por algumas das melhores histórias de horror já contadas, responsável por ver surgir em suas páginas um outro personagem icônico, John Constantine, e por incentivar vários autores atuais dos quadrinhos, como Neil Gaiman, Garth Ennis e Grant Morrison, a começarem a escrever, suas histórias são leitura obrigatória para todos que gostam de HQs

No ano passado a editora conseguiu concluir as seis edições que compõem a obra intitulada A Saga do Monstro do Pântano, quando o personagem ficou nas mãos do genial Alan Moore e foi reinventado por ele, transformando quadrinhos em algo cult, mas a faltava a editora concluir a série Monstro do Pântano – Raízes, depois de ter publicado no final de 2015 o volume 1, no qual são mostradas as primeiros histórias do personagem criado por Lein Wein (criador do Wolverine) e Berni Wrightson (Batman: O Messias). O volume 2, que saiu nas bancas nesse início de 2017, demorou tanto ou mais para sair quanto Sandman: Prelúdio volume 3.

Mostro do Pântano foi publicado pela primeira vez em junho de 1971, na revista House of Secrets #92, fazendo um grande sucesso no público, levando a DC Comics logo dar aos seus criadores uma revista mensal, com suas primeiras histórias sendo reconhecidas como clássicos dos quadrinhos de horror. Agora suas primeiras histórias chegam ao Brasil na forma de dois encadernados, Raízes Volume 1 e 2. O Volume 1 inclusive reimprime a história de oito páginas publicada em The House of Secrets 92 e as seis edições iniciais da primeira encarnação do título Monstro do Pântano. Não sei se a Panini vai lançar toda essa fase do personagem antes dele cair nas mãos do mago Alan Moore, que conseguiu elevar ainda mais o nível do personagem, mas vale dar uma olhada nesse clássico do horror nos quadrinhos.

Na série é contada a história do cientista Alec Holland, botânico que desenvolve uma fórmula biorrestauradora que pretende acabar com a fome no mundo, mas que atrai a atenção de uma organização criminosa interessada em sua ideia. Ele vive em um laboratório nas profundezas do bayou da Louisiana, longe do progresso da civilização ao lado de sua bela esposa, Linda, até que um dia ele sofre um atentado feito por esta organização e com o corpo em chamas, coberto pela sua substância, corre para mergulhar no pântano onde sofre uma metamorfose, com seu corpo morrendo, mas sendo restaurado devido sua fórmula, pelas plantas do local, mantendo sua consciência, mas transformando-se em um monstro, o Monstro do Pântano.

Muito leitores mais novos podem torcer o nariz pelas histórias contadas, mas quero lembrar que são quadrinhos produzidos nos anos setenta, e o tipo de horror presente nas histórias da época era diferente do que é horror hoje em dia. Independente disso as histórias são consideradas inovadoras por trazer elementos, personagens, ritmo de contar as aventuras e principalmente uma arte diferente de tudo que se via nos quadrinhos da época, e por isso sua importância histórica.

Por enquanto as dicas são essas, espero que curtam esses quadrinhos e caso tenham sugestões de outros quadrinhos, ou livros, por favor deixem nos comentários abaixo. Uma boa leitura para todos.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s