“Malandros”: Histórias do Brasil No Final Do Império.

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Rio de Janeiro, no final do século 19: a cidade de favelas e palácios, gangues de rua e magnatas, encantos mágicos e artes marciais ilegais. Esperto, boêmio e das ruas, o malandro caminha pelas ruas sem medo – porque há sempre uma saída.

Em “Malandros” você joga com personagens de uma comunidade unida, apanhados em tempos tumultuados: líderes de gangues, capitães de indústria, pescadores, artistas marciais, vigaristas e muito mais. Todos conhecem uns aos outros – são uma família, amigos, rivais ou inimigos, todos vivendo na mesma parte da cidade. Todos vocês querem algo um do outro. Talvez seja o respeito, talvez seja amor. Talvez seja o medo, ou alguma outra coisa. Você vai conseguir o que você quer? Isso é o que nós estamos aqui para descobrir.

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Rio de Janeiro, 1889.

Essa é a premissa de “Malandros” um RPG escrito pelo inglês Tom McGrenery, um escritor e designer de jogos, que inclui trabalhos feitos para Feng Shui, Heavy Gear, Infinity RPG e uma nova edição de Mutant Chronicles. “Malandros” teve seu financiamento coletivo encerrado recentemente e com sucesso. Tendo arrecadado £1,861,00 com 180 financiadores e várias metas extras atingidas. Infelizmente só soube do financiamento quando ele se encerrou, senão também teria contribuído. O que me deixou feliz nessa história foi que o jogo procura criar uma mitologia, um estilo, e personagens tipicamente brasileiros para um cenário de RPG. Da mesma maneira que foi criada uma mitologia para aventuras ambientadas no Japão feudal, ou Europa medieval, com arquétipos e cenários já definidos por toda uma carga literária, aqui a ideia seria a mesma.

Malandros usa as regras do DramaSystem, criada por Robin D. Laws e publicados pela primeira vez em seu jogo Hillfolk, que venceu tanto o Prêmio Diana Jones de “Game Indie do Ano” como o “Indie Game Awards “em 2014.

Para se ter uma ideia do tipo de contos que você pode narrar, aqui está uma visão geral dos tipos de arquétipos que você pode escolher como parte da criação do personagem.

Cabecilha – você é o líder de uma gangue de rua
Capoeirista – a sua vocação é a arte marcial proibida da capoeira
Comerciante – você é um comerciante de rua ou comerciante local
Estivador – você é um trabalhador de doca, carga e descarga de navios no porto
Magnata – você é um magnata do café, parte da nova elite do Brasil
Moleque – você é um menino de rua, órfão, abandonado ou simplesmente empobrecido
Músico – se é seu dia de trabalho ou um hobby, a música é sua paixão
Peixe Fora d’água – um garoto rico, você não pertence a este lugar … mas você não pode ficar longe
Pescador – você pesca para viver, quer com o seu próprio barco ou como parte de uma tripulação
Proprietário – você é dono de um bar, café ou restaurante no coração da comunidade
Tira – você é um policial, um Guarda Civil, mantendo as ruas seguras
Vigarista – você é um vigarista, um pequeno criminoso, sempre nas ruas

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Alguns arquétipos presentes no jogo.

Bem como as regras do jogo, o livro é cheio de recursos para os jogadores e GMs, para ajudar a trazer o mundo para a vida de “Malandros” – pinturas da época e fotografias, personagens não-jogadores, ideias de histórias e outros materiais úteis.

Personagens dos jogos Playtests incluídos:

– Aranha, uma dama de companhia durante o dia e uma líder de gangue formidável a noite. Ela sabe que não pode ser uma lutadora de rua para sempre, mas ela não consegue descobrir como parar.

– Pedrada, um estivador que só quer um acordo justo para si mesmo e seus companheiros. Ele adquiriu um amuleto que o torna imune a todas as armas – mas ele tem que sempre dizer a verdade ou a sua magia para de funcionar.

– Fortunata, um jovem aristocrata que quer ser aceito pelos músicos e artistas da cena boêmia do Rio. Mas eles não o levam a sério.

– Felix, um inspetor de polícia impulsionado tanto pelo seu desejo de ser famoso como sua dedicação ao trabalho policial. Ele está noivo de irmã de Pedrada.

– João, um músico de vanguarda que é ou um gênio ou um tolo. Vendo uma oportunidade para um dinheirinho rápido, ele roubou a casa de Fortunata e fez uma bagunça total do trabalho.

– “Mama”, a mãe-de-lei de João. Um problema maior é que ela deve dinheiro a proteção à quadrilha Nagoa, mas não tem o dinheiro para pagá-los.

Malandros leva o Rio de Janeiro de 1889 como ponto de partida. De lá, você cria a história de seus personagens e sua cidade – os tipos de pessoas que se tornam, o tipo de lugar que acaba por se tornar.

A vida nem sempre é muito boa neste tempo e lugar. A escravidão está desaparecendo, mas a pobreza e o preconceito permanecem. O poder político está nas mãos de poucos ricos, e as gangues armados de navalha governam as ruas. As histórias que você conta podem estar cheias de ação, descontração, engraçada, trágica, maquiavélica, violenta; retratos pessoais ou grandes sagas. O mais provável é todas essas coisas, em um momento ou outro.

Em breve traremos mais noticias sobre esse RPG. Quem desejar ver a página do financiamento, mesmo depois de encerrado, cliquem AQUI. Vejam abaixo o vídeo mostrando como ficará o livro depois de impresso.

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4 pensamentos sobre ““Malandros”: Histórias do Brasil No Final Do Império.

    • Verdade, Diego. Acho que temos que quebrar este paradigma e começar a criar nossas histórias e aventuras em terras tupiniquins. Para que vc possa conhecer gente que tem feito um bom trabalho com a mitologia nacional te indico o blog “RPG Nacional” do Silva Pacheco. Vc vai gostar.

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