O Réquiem x A Máscara: Qual É O Melhor?

enquetePor Gustavo Tenório.

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O novo mundo das trevas.

Após o fechamento exitoso do financiamento coletivo de Dark Eras é momento de contabilizar os efeitos da iniciativa dos editores da Onyx Path na divulgação e ampliação das linhas de jogo que pertencem ao Novo Mundo das Trevas. A editora, criada por ex-funcionários da White Wolf, acertou a mão em buscar material fresco para seus mestres e jogadores e inovou ao apostar em um livro que servirá para vários públicos, ao mesmo tempo que incentivará a interligação entre seus vários títulos (que já chegam a dez). O financiamento coletivo rendeu tanto que a Onyx Path foi obrigada a dividir os cenários em dois livros – Dark Eras e Dark Eras Companion, com mais de 1000 páginas de material inédito para os apreciadores do Novo Mundo das Trevas. Também foi possível perceber quais são os cenários preferidos dos participantes do projeto, que puderam participar de votações para selecionar os que entrariam no livro e curiosamente Vampire: The Requiem não parece ser um dos preferidos entre os jogadores.

Entre os 22 cenários escolhidos para fazer parte do livro apenas 2 pertencem ao Requiem, enquanto que Mago: O Despertar, Lobisomem: Os Destituídos e Changeling: Os Perdidos tiveram 3 cenários no livro, alguns deles vencendo votação popular direta contra cenários do Requiem. Curiosamente no dia de ontem (18/03) a Onyx Path anunciou que irá fazer outro financiamiento coletivo, desta vez de um livro para Vampiro: A Máscara, do antigo cenário clássico do Mundo das Trevas detalhando os clãs vampíricos, e já causou um alvoroço nas comunidades do jogo nas redes sociais, com jogadores empolgados com essa possível publicação.

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O mundo das trevas clássico.

Aí fica uma pergunta: será que os jogadores do Mundo das Trevas preferem mais Vampiro: A Máscara do que Vampiro: O Réquiem? Porque quando vemos jogadores comentando sobre Vampiro estão sempre falando do cenário antigo, e seus clãs, e pouco ouvimos falar do cenário novo do Requiem? Afinal qual cenário é melhor, ou o mais jogado, o preferido, entre mestres e jogadores: O Réquiem ou A Máscara? Respondam a enquete abaixo e deixe seu comentário abaixo se precisarem.

Abaixo, o conteúdo extra de cada um dos livros financiados (e com previsão de entrega para o último trimestre de 2015). Os cenários iniciais você pode conhecer AQUI:

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Infelizmente, os brasileiros seguem sem nenhuma previsão de ver este material traduzido. É lamentável que nenhuma editora nacional assuma a publicação de um dos RPG mais jogados no Brasil e ainda com uma grande quantidade de mestres e jogadores que acompanham o que tem sido publicado nos Estados Unidos. Por enquanto fica apenas a torcida para que as ideias inovadoras de Dark Eras um dia sejam disponibilizadas para nosso idioma.

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14 pensamentos sobre “O Réquiem x A Máscara: Qual É O Melhor?

  1. André,

    Como cenário de jogo, acho que o NWoD é melhor que o CWoD. Várias linhas de jogo ficaram muito melhores, como Hunter, Changeling e Mage. Mas, Vampire clássico é melhor que o Requiém..

  2. Primeiramente, sou suspeito pra falar disso, já que sou partidário do Novo Mundo das Trevas, principalmente do Requiem.

    Ter 2 cenários não me pareceu “pouco”, me pareceu média. Vamos lembrar que Requiem já tem dois livros “de época”: Requiem for Rome (inclusive contando também com o suplemento-mega-aventura Fall of Camarilla) e o New Wave Requiem (um cenário na era “disco”), enquanto os outros cenários praticamente não tem (de cabeça só me lembro do Victorian Lost, Changeling na era vitoriana). Já acho isso motivo suficiente para preferirem ver material para outros cenários que não Requiem.

    Acho que falar de popularidade entre Novo vs Velho WoD aqui no Brasil é delicado. Requiem já tem 11 anos, mas sua versão tupiniquim veio bem mais tarde (2008, se não me engano). Enquanto lá fora era lançado Werewolf: The Forsaken, aqui no Brasil a saudosa Dragão Brasil anunciava o lançamento da tão aguardada 3º edição traduzida de Lobisomem: O Apocalipse. A verdade é que o Novo WoD simplesmente não “pegou” no Brasil, tendo de competir com sua contraparte mais antiga com anos e anos de rodagem e fama (mais uma vez, a Dragão Brasil teve um importantíssimo papel na popularização da Máscara, enquanto é possível contar nos dedos matérias a respeito do Novo WoD em geral).

    Resumindo: a Máscara ainda está por demais arraigada no imaginário do RPGista brasileiro, principalmente daqueles que já praticam o hobby tem mais tempo. E muitos tem “preguiça mental” de aprender um novo cenário, porque o que eu mais ouço quando tento apresentar o novo cenário é: “ah, já estou acostumado com o antigo mesmo, já conheço…”. Já ouvi isso muitas e muitas vezes.

    Enfim, acho que a discussão é longa e medir a popularidade do Novo WoD é complicado. Hunter, Promethean e Geist nem sequer foram traduzidos. Compare o número de suplementos traduzidos da Máscara (tanto 2ª quanto 3ª edição) com os do Requiem (só um, o Cidade dos Amaldiçoados: Nova Orleans). Nossa realidade e a realidade dos jogadores americanos, que são os principais financiadores do Dark Eras, é muito diferente.

    Por fim, só uma crítica: usar “qual é o melhor?” não pega bem. “Qual é seu favorito?” teria caído bem melhor.

  3. Bem, de forma geral tanto a mecânica como o cenário melhorou muito em nWoD (embora eu prefira a Ascensão do que O Despertar).

    Vale ressaltar que o “cenário melhor” não está vinculado ao cenário “mais popular”. São duas coisas bem diferentes.

    Sobre A Máscara ser mais falada que o Réquiem ao meu ver existem dois fatores que contribuem para isso: a ideia de um megaplot fixo e a divulgaçaõ da mesma como já foi citado (Dragão Brasil, olar).

    Sobre A Máscara por mim já deu o que tinha de dar. Ele surgiu num período em que o RPG estava em seus primeiros passos e no fim das contas a ideia de Clã era quase uma versão da ideia de Classe do D&D. É só misturar a classe com uma ideia gótica e você terá um clã da Máscara: Faça um guerreiro gótico e teremos um Brujah, faça um bárbaro gótico que surgirá um Gangrel, um mago emo-gótico-vampiro é um Tremere, o ladino das trevas é um Assamita… Já entendeu a ideia né? =P

    Voltando… Ele foi muito bom para os primeiros passos, mas a Máscara tá atrasada em vários sentidos no tempo: o sistema não abraça mais o conceito de novo design de RPG; o cenário tentou dar uma carga dramática, mas não conseguiu (pergunte ao seu Brujah com Celeridade 4). Eu não quero mais jogar algo no clima de Blade. =P

    Daí surge o Réquiem enxutando um monte de coisa que tinha na Máscara e deixando as coisas mais enevoadas e perigosas (focar as Disciplinas menos no combate é apenas um exemplo disso). A carga dramática aqui é muito maior, além de você não precisar decorar uma lista infinita de disciplinas e clãs (a coisa aqui tá mais intuitiva). As coalizões acrescentaram uma carga política (fundamental pro cenário vampírico) muito maior que seu predecessor. No fim das contas o Réquiem aprendeu com os erros da Màscara e fez uma versão mais elegante.

    Um ponto que eu acho muito positivo do nWoD é que ele ENSINA o narrador a narrar. Cada cenário de cada mesa é bem único. O meu Réquiem é diferente do que o Gustavo narra que é diferente do que o Pedro joga. Então pra cada mesa os jogadores são cobertos por uma névoa de mistério que se desfaria depois da primeira jogada se fosse a Máscara.

    Enfim, tudo isso pra dizer que o melhor cenário é O Réquiem; mas o mais popular é A Máscara.

  4. É porque os jogadores estão acomodados no cenário antig. Por dominarem o CCWoD, não querem se dar ao trabalho de ler o material novo. Uma boa parte diz que não gosta de VoR, mas sequer leu. O Sistema de regras é mais dinâmico, fácil e palpável. Com o God Machine s Strix chronics ficou ainda melhor. Eu particularmente prefiro e estou na expectativa do Dark Eras.

  5. O sistema do NWOD é infinitamente superior , mais fluido , objetivo e balanceado (rapidez era escroto pra caramba e agora os atributos são realmente balanceados). O fato de também adicionarem características como potência do sangue e os defeitos gerais como o reflexo borrado no espelho ,deram uma acentuada no horror do vampiro , tornando ainda mais inviável um jogo puramente sobre retalhar os inimigos com Katanas. Quanto ao cenário , ainda compartilho de boas referências da velha Camarilla e todo aquele clima pré-apocalíptico , apesar de que vendo a fundo, eram bem “meia boca” e acabava limitando a historia. Eu realmente prefiro uma maior liberdade , mesmo que alguns possam dizer “mas você tem a palavra final” , é sempre chato argumentar com algum fulaninho carregado de um monte de suplementos. Percebo entre os poucos que ainda jogam, que o principal motivo de não migrarem para Requiem é a apego , principalmente entre aqueles que possuem horas e horas dedicadas de leitura.

  6. Acho que o mais atrativo em a Máscara é o glam vamp que ela carrega. Acho que o apelo da sensualidade rpgistica do vampirismo fica mais interessante nela. Mesmo com o plot meio batido com a Camarilla e o Sabbat ela ainda te dá vontade de mergulhar nesse universo. Com certeza o sistema de Réquiem é melhor, te deixa menos Blade, é mais equilibrado. Só espero que com a nova edição de vampiro a mascara que vem por aí eles façam um bom trabalho e unem o que cada um tem de melhor.

    • Ah, nem é assim. Mas curto mais A Máscara também, apesar de entender que do jeito que é jogado pela maioria, e como os cenários são descritos, os cainitas são gangsters, enquanto que no Réquiem, são vampiros mesmo.

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